Três das principais marcas de motocicletas unem-se para melhorar a segurança na estrada
Yamaha, BMW e Honda deram início a um projeto para criar um conjunto de sistemas que permitam que as motocicletas funcionem do mesmo modo que os carros, avisando sobre o estado da via, a velocidade máxima permitida e executando ações para evitar acidentes
A tecnologia de segurança ativa e os sistemas de apoio à condução parece aplicar-se apenas aos veículos de quatro rodas, mas tudo indica que isso vai mudar em breve. Esta é, pelo menos, a intenção da BMW, da Yamaha e da Honda, três grandes marcas que vão trabalhar para desenvolver sistemas que permitam aos condutores antecipar-se aos problemas que surjam durante os deslocamentos, informando sobre as condições da via, o estado do trânsito em tempo real e os acidentes que possam encontrar no seu caminho.
Este sistema chama-se Cooperative-Intelligent Transport Systems (C-ITS) e as três marcas estão a trabalhar nele através do projeto ‘Connected Motorcycle Consortium‘, pretendendo que outras marcas se juntem a elas para desenvolver esta tecnologia aplicada às motocicletas. O nome serve de guarda-chuva para todos os avanços já alcançados ou que se pretendem conseguir nos próximos anos, todos orientados a aumentar a comunicação entre os diferentes veículos da estrada e a informar sobre o estado da mesma.
Os exemplos atuais desta tecnologia são os sistemas de alerta entre veículos que avisam sobre uma colisão iminente, e até se prevê um dispositivo que sinalize a presença de uma motocicleta num cruzamento, para que o outro condutor tenha consciência da sua presença e atue em conformidade. Outro dos sistemas já desenvolvidos é o Intelligent Speed Adaptation (ISA), que permite adaptar a velocidade do veículo à velocidade máxima permitida em cada troço, inclusive reduzindo ativamente a velocidade se for necessário.
No ano de 2006 desenvolveu-se uma Suzuki Bandit ISA 650, mas acabou por se descartar a ideia. A verdade é que o que hoje é uma realidade nos carros não pode ser aplicado tal qual às motos. O tamanho dos componentes tem de ser menor e, sobretudo, resistente aos impactos, à poeira e às vibrações, já que, no caso das motos, ficarão praticamente ao ar livre.
Pouco a pouco, os projetos irão concretizar-se e iremos vendo-os, primeiro sob a forma de protótipos e, mais adiante, quando provarem a sua eficácia, nos modelos que os equiparem de forma definitiva.



