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Laia Sanz: “Este ano foi extremamente duro”

A piloto Laia Sanz confessa que os seus números a “assustam”, 13 títulos mundiais de trial e 2 de enduro. Além disso, atribui um grande mérito a esta temporada, na qual teve de conciliar as duas modalidades com uma estrutura privada. A grande piloto chega a casa após estes últimos triunfos e com vontade de mais.

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A piloto Laia Sanz confessa que os seus números a “assustam”, 13 títulos mundiais de trial e 2 de enduro. Além disso, atribui um grande mérito a esta temporada, na qual teve de conciliar as duas modalidades com uma estrutura privada.

Sanz chegou esta segunda-feira a casa, depois de ter vivido um fim de semana histórico e de ter somado o seu 13.º título mundial de trial e o 2.º de enduro, conquistas que se juntam ao Dakar e aos três ouros dos X Games também alcançados este ano. Após uma longa viagem de carro desde a localidade francesa de Saint-Flour, a piloto deu uma conferência de imprensa de boas-vindas no Museu Colet de Barcelona, junto com Iván Tibau, Secretário Geral do Desporto da Generalitat da Catalunha, e Josep Maria Lloreda, Presidente da empresa KH Lloreda.

-15 títulos mundiais, tal como Giacomo Agostini, acreditas?

Soa forte, sim. Ainda não o assimilei… suponho que daqui a uns dias me vou dar conta do que consegui. Não foi nada fácil, embora haja quem o possa pensar. Quando ganhas durante tantos anos, as pessoas acreditam que vais ganhar com facilidade, mas em certo sentido desejam que vença outra para que haja alternância. A verdade é que cada vez me custa mais, porque as rivais são mais fortes.

Não te cansas de acumular troféus?

Nunca penso em números nem em recordes, embora, quando olho para trás, os números assustem e me façam sentir grande. É uma verdadeira honra que me comparem com uma lenda como Giacomo Agostini… mas o que importa é que me divirto muito a treinar e a competir. Sinto-me uma sortuda a fazer o que faço e por isso estou tão motivada. De qualquer forma, cada vez tenho mais claro que devo concentrar-me numa só disciplina, pois é muito complicado abranger tudo.

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Enduro e trial são duas modalidades muito diferentes. A que título dás maior valor?

Tanto a nível de pilotagem como de preparação, são duas disciplinas muito diferentes. No início do ano pensava que só poderia disputar o mundial de enduro, mas o que começou como uma brincadeira tornou-se realidade e não só pude correr nas duas, como ainda as consegui ganhar. Foi extremamente duro, embora o que conta é que, no fim, tudo correu bem. Se tenho de destacar um dos dois títulos, confesso que o de trial me enche mais de orgulho, primeiro porque nesta temporada não o tinha em mente e, depois, porque começo a ficar mais velha para esta modalidade, as rivais são mais jovens e apertam muito.

E tudo isto, sem moto oficial e com uma estrutura privada…

Sim, tive de me preocupar com muitas mais coisas além de competir, e por isso foi um ano muito complicado. Por sorte tive gente comigo, como a KH-7, que me ajudou imenso a correr sem moto oficial. No trial competi com a minha moto de há 2 anos e no enduro com várias diferentes, incluindo a que me emprestou um amigo. Ganhar com uma estrutura privada tem ainda mais mérito e orgulho-me disso. Na madrugada passada, tive até de conduzir eu mesma a carrinha muitos quilómetros para voltar a casa desde França. Coisas assim fazem-te valorizar muito mais os êxitos.

Apoio não te faltou, nem aqui nem nos Estados Unidos…

Estou muito contente com todas as pessoas com quem trabalhei este final de ano, tanto na Europa com o trial e o enduro, como na América, onde também me ajudaram imenso. Nem sempre se tem a oportunidade de treinar com pilotos como Johnny Campbell nos Estados Unidos, com o nível que há lá. Foi uma experiência incrível que me ajudou muito a melhorar, assim como participar nos X-Games.

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Próximo desafio?

Estou cansada depois de um fim de semana de loucos. Preciso de desligar durante uma semana e recuperar fisicamente para começar a preparar o Dakar 2014 em plenas condições. É uma prova que adoro, na qual tenho muita experiência e que este ano espero preparar melhor do que nunca. Depois de 13 títulos, no trial cheguei ao máximo e reconheço que agora encontro motivações novas nas corridas de enduro e no Dakar.

O que podes adiantar sobre o projeto dakariano?

Pouca coisa. O Dakar custa muito dinheiro e estamos a trabalhar para ir com uma excelente estrutura e uma boa moto. Ainda não posso dar mais detalhes, mas confio em que não seja um projeto só para o Dakar, mas também para toda a temporada de enduro de 2014

Fonte | Laia Sanz press

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Gloria

Me llamo Gloria, y soy la coordinadora y editora de Plusmoto.com, una apasionada a las dos ruedas desde hace "millones" de años que vive en Barcelona (cercanías) y que disfruta de cada competición, moto, exhibición y muestra al 100%. También me gusta mucho todo el tema de redes sociales. La verdad es que PlusMoto.com es un sueño hecho realidad, y que gracias a los miles de fans sigue creciendo día a día, así que sin vosotros /as no sería posible. Viviendo mi sueño.

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