Equipa Mapfre Aspar Team Moto2: três histórias rumo a Motorland
Julián Simón, Jordi Torres e Elena Rosell convivem na mesma equipa, mas todos eles procuram resultados um tanto diferentes neste fim de semana em Motorland.
Este fim de semana, a equipa Mapfre Aspar Team de Moto2 regressa à luta com três pilotos. São eles Julián Simón, Jordi Torres e Elena Rosell.
Na qualificação, só Simón e Márquez conseguiram descer da barreira de 1:54, por isso tornam-se os principais candidatos à vitória. De qualquer forma, não podemos esquecer Redding, Bradl e De Angelis, que estão muito perto.
A meteorologia, à partida, parece que vai ser uma das chaves: depois de dois dias de calor intenso, o clima deverá mudar o suficiente para criar situações totalmente diferentes e, talvez, os setups fiquem obsoletos.
Julián deu tudo nos últimos cinco minutos: subiu da décima sexta posição até à segunda numa só volta. E, além disso, vinha a melhorar-se a si próprio, mas uma queda feia deixou-o fora de jogo.
A parte boa é que não lhe aconteceu nada e que tem bom ritmo; esperemos que a perna lhe permita dar o melhor que tiver.
Jordi Torres é o segundo representante da equipa, que finalmente chega a um circuito que lhe é familiar desde que está no mundial. Espera e deseja pôr a cereja no topo do fim de semana com uma recuperação a partir da vigésima segunda posição que ocupa na partida.
Elena Rosell vive uma verdadeira aventura. Seguramente amanhã sai com muitíssima vontade e deve saber que já ocupa uma das páginas mais importantes do mundo da motociclismo. É a primeira mulher espanhola a participar numa prova do Campeonato do Mundo e, além disso, é também a primeira mulher a correr no mundial de Moto2. Além disso, seguramente na corrida vai juntar-se a algum grupo e dar luta.
Julián Simón (#60) (2º 1:53.980)
A queda desta tarde sabe-me pela primeira vez a glória. Tive várias quedas muito feias este ano, mas a de hoje aconteceu quando procurava o limite, momentos depois de conseguir o segundo melhor tempo. Voei muito, assustei-me, mas felizmente saí ileso. Passei por trás de Márquez e posso garantir que está fortíssimo, a outro nível. Estou muito contente com o resultado de hoje; acho que temos ritmo para estar amanhã entre os cinco primeiros. O objetivo é terminar a corrida, se possível o mais acima possível.
Tentarei obter um bom resultado e, na segunda-feira, voltarei a examinar a minha perna com o Dr. Villamor para tomar uma decisão. Amanhã tentarei ir atrás de Marc; espero conseguir colar-me a ele para que me leve para a frente. A perna incomoda-me, mas acho que vou conseguir aguentar todas as voltas da corrida. A incógnita chegará na parte final, mas tentarei resistir até à linha de meta. Sabia que este circuito se me podia dar bem; estou muito satisfeito e espero poder confirmar amanhã o bom rendimento desta segunda jornada.
Jordi Torres (#18) (22º 1:55.084)
Acho que aqui me favorece o ritmo que temos. Não consegui um grande tempo, mas sim um bom ritmo, além de ter claras as linhas a seguir para a corrida de amanhã. O que acontece é que me penaliza um pouco a corrida anterior no CEV, onde corri com a Michelin; aqui, ontem, tive de readaptar-me aos Dunlop. Isso somado à supressão de uma sessão fez-nos perder um tempo valiosíssimo. De resto, estou muito contente com as sensações. Falta-nos ganhar um pouco mais de confiança na frente, mas estou seguro de que amanhã, durante o warm up, a vamos encontrar.
Aqui sinto um pouco de pressão porque é o circuito de casa e quero obter um bom resultado, mas estou confiante; além disso, a equipa dá-me uma segurança incrível. Cada vez que fazemos alterações acertamos, e obviamente não são fruto do acaso.
Elena Rosell (#82) (39ª 1:58.806)
Temos ainda muito trabalho pela frente; em cada treino melhoro e sinto que posso continuar assim. Falta-me acumular experiência e ganhar confiança com a Moto2. Ainda assim, estou contentíssima: finalmente vou poder participar numa corrida do Mundial de Moto2. Além disso, como vi na prova do CEV na semana passada, é uma categoria em que os ritmos mudam muito durante a corrida. O meu objetivo principal é continuar a melhorar, rodar mais rápido do que hoje e, claro, terminar a prova.
Estou a viver o sonho de qualquer piloto, competir no Mundial, e sinto-me muito feliz. À força de voltas vou-me habituando à moto; a equipa está a ajudar-me imenso e, gradualmente, vamos evoluindo. Com mais tempo acredito que podemos fazer um bom papel. Sou realista, sei onde estamos e o que podemos conseguir; só o facto de estar aqui já é uma enorme satisfação.
Fonte | Mapfre Aspar Team Moto2













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